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CMF avança com a segunda edição do premiado "Mexe-te"

A Câmara Municipal do Funchal deu início este mês à segunda edição do programa "Mexe-te", organizado pela Autarquia no sentido de desenvolver novas competências entre jovens dos 16 aos 30 anos, provenientes de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos, de forma a facilitar o seu acesso ao mercado de trabalho. A primeira edição do “Mexe-te”, cofinanciada por fundos europeus, foi um sucesso, tendo ajudado 64 jovens a encontrar emprego no ano passado, de entre as cerca de duas centenas de participantes que formou em contexto real de trabalho.

A segunda edição do programa é agora financiada exclusivamente a expensas da autarquia, com a Vereadora Madalena Nunes a considerar “que era obrigatório continuar, à luz de todo o potencial demonstrado. Para a Câmara Municipal é um investimento lógico, que capitaliza o envolvimento social das entidades privadas na resolução de um problema que é de todos nós, como o desemprego.” Madalena Nunes e o Presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, Duarte Caldeira Ferreira, visitaram, de resto, o Hotel Pestana Promenade na semana passada, que é um dos parceiros do projeto, e onde já estão a estagiar dois jovens este ano. A partir de ontem (10 de abril) e até 31 de maio, outro grupo de jovens frequentará uma ação de formação a decorrer na Junta de Freguesia de São Martinho.

O “Mexe-te” acumulou vários prémios na sua edição inaugural, tendo sido considerado, em 2016, um dos melhores do país, no Mapeamento de Empreendorismo Social, promovido pelo IES – Social Business School. O Mexe-te foi, então, a única iniciativa da parte de uma autarquia da Região a ser considerada de Alto Potencial de Empreendorismo Social (as chamadas ES+), sendo a mais recente de entre as quatro agraciadas na Madeira. O programa foi igualmente distinguido no XIV Congresso Internacional das Cidades Educadoras, que decorreu na cidade de Rosário, na Argentina, em junho do ano passado.

A Vereadora Madalena Nunes, que tem os pelouros da Juventude e da Formação em contexto de trabalho, refere que o “Mexe-te” é o resultado "de uma responsabilidade social muito grande de todos os envolvidos, num projeto singular que juntou o setor público, o setor privado e a Universidade”, aproveitando para “agradecer aos hotéis envolvidos, às juntas de freguesia e à Universidade da Madeira, por termos provado juntos que é possível encontrar soluções quando se tem vontade e se trabalha em conjunto.”

O “Mexe-te 2.0.” vai privilegiar, uma vez mais, “o desenvolvimento das competências pessoais, sociais, de empregabilidade e empreendedoras na área da Hotelaria e Turismo, tendo um plano de formação focado no atendimento ao público, na vertente de comunicação, que inclui o inglês, e no apoio geral ao funcionamento de uma unidade hoteleira, inserindo em estágio 100 jovens do concelho do Funchal”, explica Madalena Nunes.

A Vereadora destaca, igualmente, que o programa não existe por si só, sendo, antes de mais, “uma face visível de uma rede muito bem urdida, que é muito mais funda, e que assegura que temos uma resposta para todos os jovens que nos procuram. Aqueles que não são integrados no Mexe-te, são encaminhados para os nossos polos de emprego, para os programas de formação e ocupação em contexto de trabalho, para as juntas de freguesia ou para o próprio Instituto de Emprego. É um sistema que funciona e que tem o grande mérito de ter alguma solução para toda a gente, ainda que o Mexe-te tenha superado as nossas expetativas. Na primeira edição, o objetivo era que 25% destes jovens fossem absorvidos pelo mercado de trabalho. Essa percentagem foi mais do dobro.”