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segunda, 29 junho 2020 14:53

Assembleia Municipal do Funchal prossegue boicote com apreciação negativa às contas de 2019

A Assembleia Municipal do Funchal deu hoje apreciação negativa à Prestação de Contas da Câmara Municipal do Funchal relativa ao ano de 2019, num desfecho que o Presidente Miguel Silva Gouveia considerou "esperado, mesmo perante os valores de excelência que apresentámos, uma vez que, neste momento, a Assembleia Municipal se limita a fazer política de terra queimada, subjugada à maioria do PSD e do CDS e completamente alheia ao interesse dos funchalenses."

Recorde-se que a Prestação de Contas de 2019 do Funchal evidenciou-se por múltiplos aspetos dignos de referência, tais como: um prazo médio de pagamento a fornecedores em 14 dias; dois terços da dívida de 101 milhões€ abatidos em seis anos; o regresso ao investimento público responsável, com 29 milhões€ de obras no terreno; resultados líquidos positivos; e, ainda, uma capacidade de endividamento de 70 milhões€, que será determinante para ajudar os funchalenses durante a crise.

“À luz destes números, a apreciação negativa da Assembleia Municipal demonstra, mais uma vez, que alguns partidos julgam que só podem sair beneficiados com um cenário de arruaça política, numa prática que é, de resto, do conhecimento de todos desde 2013, altura em que o PSD deixou de liderar a Câmara do Funchal. Hoje, mais do que nunca, quem apresenta soluções para a cidade na Assembleia Municipal é sabotado por quem boicota todo o trabalho que se faz."

“O rigor e a credibilidade que este Executivo tem tido na gestão financeira da CMF é, pelo contrário, reconhecido pela banca comercial, como se comprova pelo facto dos empréstimos hoje aprovados terem contado com vários bancos a pretenderem emprestar dinheiro à CMF com taxas de juro sensacionais, sem avais do Estado, porque temos credibilidade junto dos parceiros comerciais”, reforça Miguel Silva Gouveia.

“Tal como se sabe, o PSD lida mal com boa gestão e transparência, o que é compreensível da parte de um partido que deixou a cidade na bancarrota, pelo que prefere continuar a criar à cidade e a todos os funchalenses dificuldades acrescidas e absolutamente lamentáveis, mesmo enquanto nos esforçamos por lidar com as consequências da crise da saúde pública que estamos a viver.”

Miguel Silva Gouveia considerou, por fim, insustentável "a completa inabilidade do Presidente da Assembleia Municipal em gerir os trabalhos, permitindo a manipulação por vários deputados da sua bancada, bem como um conjunto de situações ilegais, que demonstram cabalmente que o Presidente Mário Rodrigues não tem mão nos trabalhos, e não tem capacidade, três anos depois de começar o mandato, para gerir condignamente esta Assembleia, inclinando sempre os trabalhos para o lado do PSD e da sua bancada, sendo esta a gerir os trabalhos, em vez da mesa da Presidência."

"Esta opacidade só sai em prejuízo da democracia e da cidade do Funchal. Da parte do atual Executivo, continuaremos a trabalhar diariamente pelo desenvolvimento do Funchal e a zelar pelo bem-estar de todos os funchalenses, sem exceção, apesar do PSD", concluiu o Presidente.