Imprimir esta página
segunda, 13 janeiro 2020 12:08

Reflorestação de 400 hectares do Parque Ecológico do Funchal concluída até ao final de 2020

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, e a Vice-Presidente, Idalina Perestrelo, visitaram, esta semana, os trabalhos em curso com vista à reflorestação do Parque Ecológico do Funchal, um investimento cofinanciado que ascende a 1,4 milhões de euros, numa área de 407 hectares, onde estão a ser plantadas 288 mil árvores.

Miguel Silva Gouveia elegeu a questão da Sustentabilidade Ambiental como um dos objetivos estruturais para o Funchal na próxima década e a reflorestação do Parque Ecológico é considerada determinante para a necessária adaptação e resposta do Funchal à crise climática, com os trabalhos a decorrerem a bom ritmo desde o ano passado.

Neste momento, o Presidente realça que “o trabalho de limpeza dos terrenos e do material lenhoso carbonizado abrangeu uma área de cerca de 100 hectares, a par da intervenção efetuada no controlo de espécies invasoras, numa área de 250 hectares, que foram as nossas ações prioritárias. Finalmente, já foram plantadas até agora cerca de 70 mil árvores adequadas ao espaço, um trabalho essencial na reabilitação das áreas ardidas e na fixação do solo, pelo que se tudo decorrer de acordo com o planeado, teremos esta extensa área do Parque reflorestada até ao final de 2020.”

A intervenção resultou de uma candidatura da CMF ao PRODERAM 2020, com o intuito de reparar os danos causados ao Parque Ecológico do Funchal nos incêndios do Verão de 2016. Esta reflorestação em larga escala é comparticipada pela União Europeia (FEDER), na ordem dos 85% do valor total. Paralelamente, explica o Presidente, “temos tido a preocupação de requalificar as infraestruturas, como no caso da construção de um estaleiro de apoio aos trabalhos florestais, e ainda da reabilitação da icónica Casa da Ribeira das Cales, enquanto espaço de apoio ao corpo de operadores florestais. Recentemente, também foi adquirida uma máquina miniescavadora dotada de destroçadora e martelo hidráulico e demais acessórios, de forma a estarmos providos com meios mais ágeis e adequados no apoio à prevenção dos fogos florestais.”

Miguel Silva Gouveia conclui que “esta será a última de um conjunto de intervenções estruturais que tiveram lugar no concelho ao nível da segurança das populações e da sustentabilidade, após os incêndios de 2016, sendo também disso exemplos a recuperação de 13km de caminhos pedestres no Parque Ecológico ou a consolidação definitiva de escarpas afetadas nos incêndios, entre outros. Estamos cientes de que este será sempre um trabalho de continuidade, resiliência e de contínuo investimento em meios técnicos e humanos, mas o resultado será, sem dúvida, compensador para as nossas e futuras gerações na conservação e defesa deste legado natural da cidade.”